Enxaqueca: quando é hora de procurar um neurologista
A enxaqueca é uma das queixas mais comuns no consultório de neurologia — e também uma das mais subtratadas. Muitas pessoas convivem anos com crises incapacitantes usando apenas analgésicos comuns, sem nunca receber um diagnóstico correto.
Como reconhecer a enxaqueca
A crise costuma ser pulsátil, de intensidade moderada a forte, frequentemente em um lado da cabeça, e piora com esforço físico. É comum vir acompanhada de:
- Náusea ou vômito
- Sensibilidade à luz e ao som
- Alterações visuais antes da dor (aura)
- Necessidade de ficar em ambiente escuro e silencioso
Sinais de alerta que exigem avaliação
- Dor de cabeça que aparece de forma súbita e muito intensa
- Crises que mudaram de padrão ou ficaram mais frequentes
- Dor acompanhada de febre, rigidez de nuca ou confusão
- Uso de analgésicos mais de dois dias por semana
- Dor que acorda a pessoa durante a noite
O que esperar da consulta
A avaliação neurológica investiga o padrão das crises, gatilhos, histórico familiar e impacto na rotina. A partir disso é possível definir um tratamento de crise (para aliviar rápido) e, quando indicado, um tratamento preventivo — que reduz frequência e intensidade das dores ao longo dos meses.
Enxaqueca tem tratamento. Conviver com dor recorrente não deveria ser a sua rotina.
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