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Enxaqueca: quando é hora de procurar um neurologista

5 min de leituraPor Dra. Gabriela Almeida Pimentel — CRM 172313-SP

A enxaqueca é uma das queixas mais comuns no consultório de neurologia — e também uma das mais subtratadas. Muitas pessoas convivem anos com crises incapacitantes usando apenas analgésicos comuns, sem nunca receber um diagnóstico correto.

Como reconhecer a enxaqueca

A crise costuma ser pulsátil, de intensidade moderada a forte, frequentemente em um lado da cabeça, e piora com esforço físico. É comum vir acompanhada de:

  • Náusea ou vômito
  • Sensibilidade à luz e ao som
  • Alterações visuais antes da dor (aura)
  • Necessidade de ficar em ambiente escuro e silencioso

Sinais de alerta que exigem avaliação

  • Dor de cabeça que aparece de forma súbita e muito intensa
  • Crises que mudaram de padrão ou ficaram mais frequentes
  • Dor acompanhada de febre, rigidez de nuca ou confusão
  • Uso de analgésicos mais de dois dias por semana
  • Dor que acorda a pessoa durante a noite

O que esperar da consulta

A avaliação neurológica investiga o padrão das crises, gatilhos, histórico familiar e impacto na rotina. A partir disso é possível definir um tratamento de crise (para aliviar rápido) e, quando indicado, um tratamento preventivo — que reduz frequência e intensidade das dores ao longo dos meses.

Enxaqueca tem tratamento. Conviver com dor recorrente não deveria ser a sua rotina.

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