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Epilepsia: sintomas, causas e como é feito o tratamento

6 min de leituraPor Dra. Gabriela Almeida Pimentel — CRM 172313-SP

Epilepsia costuma ser associada só à convulsão, aquela crise com queda, tremores generalizados e perda de consciência. Mas essa é apenas uma das formas como a doença se manifesta. Existem crises que passam quase despercebidas, como um breve momento de "desligamento", uma sensação estranha repentina ou um movimento involuntário localizado, sem perda total de consciência. Por isso, muita gente convive com epilepsia sem saber, atribuindo os episódios a outras causas.

O que define a epilepsia

Uma crise isolada não significa necessariamente epilepsia. O diagnóstico geralmente é considerado quando há crises recorrentes, sem uma causa aguda evidente no momento, como febre alta, uso de substâncias ou alteração metabólica pontual. A epilepsia acontece por uma atividade elétrica anormal e excessiva em grupos de neurônios, e o tipo de crise depende de qual área do cérebro é afetada.

Tipos de crise mais comuns

As crises focais começam em uma região específica do cérebro e podem causar sintomas localizados, como movimentos involuntários em uma parte do corpo, alterações sensoriais ou mudanças breves de comportamento, às vezes sem que a pessoa perceba o que está acontecendo. As crises generalizadas envolvem os dois hemisférios cerebrais desde o início e incluem a convulsão tônico-clônica, mais conhecida popularmente, mas também outros tipos, como as ausências, comuns em crianças, em que a pessoa parece "desligar" por alguns segundos e volta ao normal em seguida, sem se lembrar do episódio.

Causas da epilepsia

Em muitos casos a causa não é identificada com precisão, o que é chamado de epilepsia de causa desconhecida. Quando há uma causa definida, ela pode incluir sequela de AVC, traumatismo craniano, infecções do sistema nervoso, malformações cerebrais, tumores ou fatores genéticos. A epilepsia pode começar em qualquer idade, e o surgimento na vida adulta, muitas vezes ligado a uma dessas causas estruturais, costuma ser subestimado, já que a doença é mais associada à infância.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa com uma descrição detalhada de como a crise aconteceu, idealmente com relato de quem presenciou o episódio, já que a pessoa muitas vezes não se lembra do que ocorreu. O eletroencefalograma é o exame mais usado pra avaliar a atividade elétrica cerebral, e a ressonância magnética ajuda a identificar possíveis causas estruturais. Nem sempre o exame confirma alterações no momento da avaliação, o que não descarta o diagnóstico, já que a atividade elétrica anormal nem sempre aparece fora do momento da crise.

Tratamento e expectativa de controle

A maior parte dos casos de epilepsia é controlada com medicação anticonvulsivante, ajustada de forma individual conforme o tipo de crise e a resposta do paciente. O objetivo do tratamento é reduzir ao máximo a frequência das crises, e em boa parte dos pacientes é possível alcançar controle completo. Quando a medicação não é suficiente, existem outras abordagens, incluindo avaliação cirúrgica em casos específicos, mas essa não é a realidade da maioria dos pacientes.

Perguntas frequentes

Toda pessoa que tem uma crise convulsiva tem epilepsia?+

Não. Uma crise isolada, ligada a uma causa pontual como febre alta ou alteração metabólica, não define epilepsia. O diagnóstico geralmente exige recorrência das crises sem causa aguda evidente.

Epilepsia tem cura?+

Em parte dos casos, principalmente na infância, algumas formas de epilepsia podem entrar em remissão. Em outros casos, o controle é feito de forma contínua com medicação, sem que isso signifique cura, mas com qualidade de vida normal na maioria das vezes.

Epilepsia pode começar na vida adulta?+

Sim. Embora seja mais associada à infância, a epilepsia pode surgir em qualquer idade, inclusive na vida adulta, muitas vezes ligada a uma causa identificável, como sequela de AVC ou traumatismo.

O que fazer se alguém tiver uma crise convulsiva na minha frente?+

Proteger a pessoa de se machucar, afastando objetos próximos, não segurar seus movimentos e não colocar nada na boca dela. Buscar atendimento médico é indicado principalmente se for a primeira crise, se durar mais que alguns minutos ou se houver múltiplas crises seguidas.

Se você teve uma crise convulsiva pela primeira vez, teve episódios que fogem do comum ou já tem diagnóstico de epilepsia e quer reavaliar o tratamento, vale buscar acompanhamento neurológico especializado. A Dra. Gabriela Pimentel atende casos de epilepsia em São Paulo.

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